Ontem o Grupo de Pesquisa do
CESCAGE teve o privilégio de contar com a participação do Professor Fabrício
Bittencourt da Cruz, que nos brindou com uma exposição sobre a pesquisa no
âmbito do Doutorado em Direito.
Foram especialmente valiosos
os diferentes pontos de vista que, junto com a participação dos acadêmicos presentes,
foram estabelecidos acerca das finalidades de um Trabalho de Conclusão de
Curso.
De fato, foram apontadas como
fim ou função de um TCC desde o despertar da índole pesquisadora nos acadêmicos
de Direito, passando, dentre outros, pela apresentação do resultado de cinco
anos de graduação e terminando, enfim, na avaliação da capacidade de pesquisa
do acadêmico.
Não posso deixar de dar a
minha contribuição e, fazendo a ligação com o que sustentei aquando de minha fala
sobre a experiência da pesquisa na graduação, deixar também uma dica prática.
Um TCC serve, para além das
funções, verdadeiras e corretas, que foram elencadas no encontro de ontem, para
possibilitar que dos seus capítulos se extraiam e autonomizem artigos
científicos. É isto mesmo. Se o trabalho é bom, torna-se possível fazer com que
cada capítulo – ou, ao menos, a maior parte deles – se transforme num artigo autônomo,
e, desta forma, potencializa-se quantitativamente a produção científica
pessoal.
É o que ensina Umberto Eco,
no seu clássico “Como se faz uma tese”, já indicado como excelente leitura aqui
no blog. Diz o clássico autor italiano que “a tese é como um porco: nada se
desperdiça”. Não perca tempo! Busque o quanto antes produzir cientificamente a
partir de sua monografia. Você já investiu tempo e energia nela. Deixe agora
que ela trabalhe por você!
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